Recursos Educativos

Fontes teóricas

As fontes teóricas apresentadas aqui são essenciais para aprofundar o entendimento dos conceitos explorados neste observatório, servindo como base para uma análise crítica e interdisciplinar.

Amazônia Digital

Esta obra apresenta os resultados de uma pesquisa que analisou os impactos da expansão digital, com ênfase na tecnologia Starlink, sobre as comunidades indígenas Mebêngôkre-Kayapó, especialmente na aldeia A’Ukre. Os capítulos exploram como a chegada da internet transformou a vida dessas comunidades, revelando tanto oportunidades de inclusão digital quanto desafios significativos, como o risco de um novo colonialismo digital. O livro aborda a introdução da tecnologia, seus efeitos culturais, questões de soberania digital e as dinâmicas de poder na Amazônia. Além disso, discute a nova fase do projeto, que busca implementar um modelo de educação digital alinhado às tradições culturais indígenas.

Uma ecologia decolonial: pensar a partir do mundo caribenho

Malcom Ferdinand, pensador martinicano, propõe uma ecologia decolonial, abordagem interseccional que une ecologia, decolonialidade e antirracismo, criticando o “habitar colonial da Terra”. Ele analisa a “dupla fratura colonial e ambiental da modernidade”: de um lado, teorias ecologistas que ignoram o colonialismo; de outro, movimentos antirracistas que negligenciam questões ambientais. Para Ferdinand, essa divisão enfraquece as lutas, pois a exploração humana e ambiental são indissociáveis. Focando no Caribe, destaca modos de vida crioulos e resistências como a marronagem, aquilombamento fora do mundo colonial. Com prefácio de Angela Davis, o livro questiona desigualdades globais e recebeu o prêmio de Ecologia Política em 2019.

A metamorfose do mundo: novos conceitos para uma nova realidade

Ulrich Beck, um dos mais influentes sociólogos de nosso tempo, faleceu em 2015 enquanto trabalhava ativamente em *A metamorfose do mundo*, sua obra mais recente. Nesse livro, Beck desenvolve uma teoria original para compreender o porquê de vivermos em um mundo cada vez mais difícil de entender. Ele diferencia “mudança” de “metamorfose”: enquanto a mudança altera alguns aspectos mantendo outros intactos, como ocorre com o capitalismo, a metamorfose transforma radicalmente o mundo, fazendo desaparecer antigas certezas e possibilitando o impensável. Para Beck, o mundo não apenas muda, mas se metamorfoseia. A obra combina reflexões filosóficas e propostas inovadoras para as ciências sociais.

Terra arrasada: Além da era digital, rumo a um mundo pós-capitalista

“Se for possível um futuro habitável e partilhado em nosso planeta, será um futuro off-line.” Com essa provocação, Jonathan Crary nos convida a imaginar um mundo pós-digital, onde a internet deixe de ser o eixo central da vida social, econômica e cultural. Neste ensaio especulativo, o autor expõe a relação intrínseca entre a era digital e a fase terminal do capitalismo de terra arrasada. Autor de 24/7: Capitalismo tardio e os fins do sono, Crary defende a urgência de resgatar o senso de socialismo e comunidade, promovendo interdependência entre pessoas para construir novas formas de vida igualitária.

Sobre O Futuro: Perspectivas Para a Humanidade: Questões Críticas Sobre Ciência e Tecnologia Que Definirão a Sua Vida

A humanidade enfrenta um momento crítico. Nosso mundo está instável, mudando rapidamente, e os próximos cem anos trarão riscos existenciais. Apesar disso, abordamos o futuro com pensamento de curto prazo, debates polarizados e pessimismo. Neste livro instigante, o renomado cientista Martin Rees argumenta que nossas perspectivas dependem de uma abordagem diferente: pensar no longo prazo de forma racional, global, coletiva e otimista. O futuro da humanidade está ligado à ciência e à aplicação responsável de avanços tecnológicos, como biotecnologia, cibertecnologia, robótica e inteligência artificial, para enfrentar desafios como mudanças climáticas e guerras nucleares. Embora a exploração espacial avance, não há "Plano B" para a Terra. Este livro acessível oferece insights sobre as questões cruciais que moldarão o destino humano.

Marca Amazônia: O marketing da floresta

Em *Marca Amazônia: O Marketing da Floresta*, Otacílio Amaral Filho nos apresenta uma obra original e provocativa que revela como a Amazônia se transformou em uma marca global. Mais do que um espaço físico com fronteiras definidas, a marca Amazônia é um símbolo carregado de valor econômico e cultural. Associar o termo Amazônia a produtos e serviços agrega valor, atraindo consumidores que se identificam com ideais como biodiversidade, sustentabilidade, ecologia, preservação e as populações tradicionais. Essa construção simbólica, moldada pela mídia e pelo discurso político, torna a marca Amazônia mais uma expressão da contínua invenção da própria Amazônia.

Colonialismo Digital: por uma Crítica Hacker-fanoniana

Esta obra investiga os impactos da tecnologia em nossa sociedade e as consequências da concentração de poder digital em empresas estadunidenses. O livro explora como algoritmos perpetuam racismo, misoginia e outras formas de opressão, promovendo um debate interdisciplinar entre tecnologia e ciências humanas. Com temas como inteligência artificial, big data, internet das coisas, soberania digital, segurança digital e racismo algorítmico, a obra analisa o “colonialismo digital” e sua relação com estruturas de dominação. Ao final, os autores propõem caminhos que unem hacktivismo anticapitalista e pensamento antirracista, apoiando-se em intelectuais como Frantz Fanon, Marx, Zuboff e Byung-Chul Han.

Não durma, há cobras: Vida e linguagem na Floresta Amazônica

Em *A Linguagem e a Cultura Pirahã*, Daniel L. Everett mergulha nas complexidades da linguagem e da cultura humanas, explorando a singularidade da língua pirahã. Sem números e com nuanças tonais únicas, a língua reflete uma visão de mundo profundamente ligada à experiência direta. Baseando-se em anos de convivência com a comunidade pirahã, na Amazônia, Everett revela como a linguagem molda a percepção da realidade, desafiando conceitos tradicionais sobre comunicação. Este livro vai além da antropologia e linguística, proporcionando uma reflexão instigante sobre as raízes culturais que influenciam nossa compreensão do mundo. Uma leitura reveladora que transforma nossa visão sobre linguagem e vida.

Outras naturezas, outras culturas

Nesta breve conferência, o renomado antropólogo francês Philippe Descola utiliza observações de diferentes povos – como os indígenas da Amazônia, os aborígenes australianos e as tribos do Grande Norte canadense – para questionar a suposta universalidade dos conceitos de "natureza" e "cultura". Com maestria, Descola oferece uma aula rica em etnografia, etnologia e antropologia, enquanto nos convida a repensar a condição humana e os limites do nosso modo de vida na Terra. Uma reflexão instigante que desafia perspectivas ocidentais e amplia nossa compreensão sobre a diversidade das relações entre humanos e o mundo ao seu redor.

Amazônia: Preservação Natural e Cultural

Esta obra celebra a maior floresta tropical do planeta, revelando sua incomparável biodiversidade e exuberância. Além de explorar a grandiosidade natural, a obra retrata com sensibilidade o cotidiano de seus habitantes, compondo um retrato belo e poético da região. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade, a Amazônia ocupa quase metade do território brasileiro e abriga o maior rio do mundo em volume de águas e extensão. Este livro bilíngue (português/inglês) convida o leitor a uma jornada fascinante por lugares remotos e selvagens, revelando a riqueza cultural e ambiental desse tesouro natural único.

Vídeos

Confira abaixo uma seleção de vídeos que destacam os projetos desenvolvidos por pesquisadores do Observatório, explorando temas relevantes e abordagens inovadoras que promovem o diálogo entre ciência, cultura e sociedade.

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